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As principais ações que mais pagaram dividendos em 2025

Em 2025, o investidor brasileiro voltou a olhar com mais atenção para estratégias focadas em geração de renda, especialmente em um cenário marcado por juros ainda elevados, seletividade maior do mercado e busca por previsibilidade no fluxo de caixa.


O ranking das ações que mais pagaram dividendos no ano — considerando o dividend yield acumulado — ajuda a ilustrar esse movimento. No entanto, mais importante do que o número isolado é entender quem são essas empresas, por que conseguiram distribuir dividendos relevantes e quais cuidados o investidor deve ter ao analisá-las.


Entre os destaques do ano, algumas companhias chamam atenção não apenas pelos proventos, mas também pelo papel estratégico que exercem dentro de diferentes setores da economia. É o caso de Vale, Itaú, Itaúsa, Marfrig, Cyrela, Axia Energia e Fleury.


Empresa

Setor

Dividend Yield (%) – Acumulado no ano

Volatilidade – Acumulada no ano

Marfrig (MBRF3)

Carnes e derivados

16,50

56,37

Itaú Unibanco (ITUB4)

Bancos

16,36

20,52

Tegma (TGMA3)

Transporte rodoviário

15,47

23,84

Cury S/A (CURY3)

Incorporações

15,34

29,50

Eztec (EZTC3)

Incorporações

14,35

37,72

Even (EVEN3)

Incorporações

14,28

34,26

BR Partners (BRBI11)

Bancos

14,16

27,07

Vale (VALE3)

Minerais metálicos

13,97

22,07

Fleury (FLRY3)

Serviços médico-hospitalares

13,88

29,62

Axia Energia (AXIA3)

Energia elétrica

13,31

23,02



Vale (VALE3): dividendos cíclicos, mas relevantes


A Vale segue sendo uma das maiores pagadoras de dividendos da Bolsa brasileira, impulsionada pela sua forte geração de caixa no setor de mineração. Em 2025, a companhia se beneficiou da resiliência do minério de ferro e de uma política consistente de remuneração ao acionista.


Por outro lado, é importante lembrar que os dividendos da Vale são altamente cíclicos, dependentes de preços internacionais de commodities, câmbio e demanda global — especialmente da China. Para o investidor, trata-se de uma ação que pode gerar ótimos dividendos em determinados ciclos, mas que exige tolerância à volatilidade.


Itaú Unibanco (ITUB4): consistência e previsibilidade


O Itaú Unibanco reforçou em 2025 o seu histórico como um dos ativos mais consistentes quando o assunto é geração de dividendos. O banco combina eficiência operacional, forte rentabilidade, controle de inadimplência e uma política clara de distribuição de resultados.


Para carteiras focadas em renda, o Itaú costuma ser visto como um pilar de estabilidade, especialmente em momentos de maior incerteza econômica. Seu desempenho reflete não apenas o cenário de juros, mas também a capacidade de adaptação do banco às mudanças no sistema financeiro.


Itaúsa (ITSA4): dividendos via holding


A Itaúsa, como holding, se beneficia diretamente dos resultados do Itaú Unibanco, além de outras participações relevantes. Em 2025, continuou sendo uma alternativa bastante procurada por investidores que buscam dividendos recorrentes com menor volatilidade relativa.


Um ponto importante é que os dividendos da Itaúsa dependem, em grande parte, da capacidade das empresas investidas distribuírem lucros. Ainda assim, sua estrutura costuma atrair investidores de perfil mais conservador dentro da renda variável.


Marfrig (MBRF3): alto yield com maior risco


A Marfrig liderou o ranking de dividend yield em 2025, chamando atenção pelo percentual elevado de distribuição. O desempenho está ligado a fatores como desalavancagem, reorganização financeira e melhora operacional em determinados mercados.


No entanto, é fundamental destacar que alto dividend yield nem sempre significa baixo risco. O setor de proteínas é altamente sensível a ciclos de preços, custos de insumos e variações cambiais. Marfrig pode ser interessante em estratégias táticas, mas exige análise criteriosa do balanço e do momento do ciclo.


Cyrela (CYRE3): geração de caixa no setor imobiliário


A Cyrela se destacou entre as incorporadoras ao combinar disciplina financeira, foco em projetos de maior margem e boa gestão de caixa. Em um setor historicamente mais volátil, a empresa conseguiu entregar dividendos relevantes em 2025.


Para o investidor, a Cyrela representa uma forma de exposição ao mercado imobiliário com empresas mais consolidadas, mas ainda assim sujeita a riscos como crédito, ciclo econômico e demanda por imóveis.


Axia Energia (AXIA3): renda previsível no setor elétrico


Empresas do setor elétrico costumam ser associadas a fluxos de caixa mais previsíveis, e a Axia Energia confirmou esse perfil em 2025. Com contratos de longo prazo e menor exposição a oscilações econômicas de curto prazo, a companhia conseguiu distribuir dividendos atrativos.


É um tipo de ativo frequentemente presente em carteiras focadas em renda, especialmente para investidores que buscam menor volatilidade e maior previsibilidade dentro da Bolsa.



Fleury (FLRY3): dividendos em um setor defensivo


O Fleury representa o setor de saúde, tradicionalmente considerado mais defensivo. Em 2025, a empresa manteve uma política de dividendos consistente, sustentada por um modelo de negócios focado em serviços de diagnóstico, marca forte e expansão controlada.


Apesar de não ser uma empresa de dividendos “explosivos”, o Fleury se destaca pela qualidade do negócio, resiliência da demanda e equilíbrio entre crescimento e distribuição de resultados.


Conclusão: dividendos exigem análise, não apenas ranking


O ranking das ações que mais pagaram dividendos em 2025 é um excelente ponto de partida, mas não deve ser o único critério de decisão. Dividendos elevados podem refletir eficiência, mas também podem sinalizar riscos, eventos pontuais ou ciclos específicos.


Empresas como Vale, Itaú, Itaúsa, Marfrig, Cyrela, Axia e Fleury mostram que estratégias de renda na Bolsa passam por setores distintos, níveis diferentes de risco e modelos de negócio variados.


Mais do que buscar o maior yield, o investidor deve avaliar:

  • Sustentabilidade dos dividendos

  • Geração de caixa

  • Endividamento

  • Ciclo do setor

  • Papel do ativo dentro da carteira


Dividendos são parte da estratégia — não o todo. E, como sempre, conhecimento e confiança seguem sendo os melhores ativos do investidor.


 
 
 

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