Petróleo acima de US$ 100 pressiona o Fed e estreita o diferencial de juros
A semana começa com o mercado global reajustando expectativas depois que o petróleo voltou a superar a marca de US$ 100 por barril, surpreendendo as projeções divulgadas na última sexta-feira. O movimento eleva a pressão inflacionária sobre o Federal Reserve, e o mercado já precifica cerca de 60% de chance de uma nova alta de juros na próxima reunião do banco central americano.
Some-se a isso os dados de atividade nos Estados Unidos, que seguem vindo fortes, reforçando a leitura de uma economia resiliente e dando ainda mais munição para uma postura mais dura do Fed em setembro.
Enquanto lá fora o debate é sobre elevar juros, por aqui a expectativa de corte na próxima reunião do Copom segue mantida. O IPCA mais fraco do que o esperado, somado a números de atividade que mostram um claro arrefecimento da economia doméstica, dá suporte ao mercado que aposta em afrouxamento monetário no curto prazo.
Essa dicotomia — juros subindo (ou pressionados a subir) nos EUA e caindo no Brasil — é um ponto de atenção para as próximas semanas. Diferenciais de juros menores tendem a reduzir o apetite por carrego em reais, o que pode se traduzir em pressão adicional sobre o câmbio caso o cenário externo se confirme.
No radar político, as pesquisas eleitorais mostram uma margem cada vez mais estreita entre os principais nomes da disputa. Flávio Bolsonaro e Lula já aparecem em empate técnico, o que deve manter o noticiário político como um fator relevante de volatilidade para os ativos brasileiros nas próximas semanas.




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